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Comportamento dos Peixes - Parte 2 (a editar)



Peixes Territorialistas:
Peixes territorialistas apresentam interações agressivas que são caracterizadas por ataques diretos de um indivíduo ao outro. Ocorre uma hierarquia de dominância e de submissão, estabelecida por meio de confrontos entre os peixes, em que os animais maiores geralmente são dominantes e os menores são submissos. O estabelecimento e a manutenção dessa hierarquia provocam, tanto aos dominantes quanto aos submissos, uma situação de estresse, porém com maior intensidade aos submissos.
Assim, é desencadeado um crescimento diferencial entre os indivíduos do grupo, denominado de “crescimento heterogêneo”, que, independentemente do sexo, está correlacionado às condições de dominância e de submissão.
É comum observarmos que geralmente os peixes maiores em relação ao resto da mesma espécie são os primeiros a se alimentar, se acasalam com as fêmeas e são mais agressivos com os outros. No caso de peixes sabidamente territoriais – como antes de escolher seu peixe você já terá essa informação – evita-se colocar mais de um macho da mesma espécie inibindo assim futuras disputas por território, fêmeas, alimentação e outros.
Peixes territoriais pioram ainda mais seu comportamento em época de reprodução então pense muito bem antes de colocar um casal de ciclídeos anões, por exemplo, em um aquário comunitário. Quando eles forem reproduzir ficarão agressivos ao extremo para poder cuidar da cria e a defenderão a qualquer custo de qualquer invasor que se aproxime.
Exemplos de peixes territoriais:
 
anabantídeos, ciclídeos africanos, ciclídeos americanos, ciclídeos anões.




Betta splendens:
 
um dos peixes mais injustiçados do nosso hobby, ele apenas é agressivo com machos da mesma espécie ou peixes de aparência semelhante, fora isso normalmente pode ser mantido com outros peixes em aquários comunitários sem maiores preocupações. Na verdade, pode até acontecer de ele se tornar a vítima de outros peixes por ser mais lento e possuir as nadadeiras grandes e chamativas.




Melanochromis cyaneorhabdos:
 
Como todo ciclídeo africano é territorial e não "gosta" nem um pouco de outro macho da mesma espécie ou de padronagem de cor semelhante no mesmo aquário. Não é tão agressivo quanto seu parente Melanochromis auratus, mas é bom não contar com a sorte e evitar peixes semelhantes.




Metriaclima estherae RED:
 
Ciclídeo africano agressivo, não colocar com outros machos da mesma espécie ou de cor semelhante, normalmente se torna o dominante do aquário que habita.
Apistogramma bitaeniata tefé - macho


Apistogramma agassizii "Urucará" - macho

Apistos:
 
Peixinhos magníficos, de comportamento ímpar e não costumam causar problemas no aquário quando sozinhos!!! Se você quer ou tem um desses no seu aquário comunitário não coloque outro macho da mesma espécie nem uma fêmea. Ou ele irá se tornar super agressivo contra o outro macho ou contra todos os outros peixes – no caso de acasalar com uma fêmea.




Trichogaster leerii: é agressivo com machos da mesma espécie e peixes semelhantes, atinge um tamanho médio de 10cm quando adulto, com os demais peixes costuma ser indiferente.



Mikrogeophagus ramirezi:

ciclídeo normalmente pacífico que quase sempre só é agressivo com machos da mesma espécie. Exemplo disso é a linda foto tirada por Dennis Quaresma mostrando dois machos se enfrentando.




Iriatherina werneri:

Peixe de beleza singular que normalmente só é agressivo com outros machos da mesma espécie, neste caso ficam disputando a hierarquia do grupo ou então a atenção de uma fêmea como se pode ver nesta belíssima foto tirada por Chantal W. Kornin.

Meu peixe é agressivo ou age por instinto?

Será que o meu peixe é agressivo porque quer? Ou as ações realizadas por ele são baseadas em seu instinto? Gostaria de, nesta parte do artigo, trazer a questão do antropomorfismo que é muito comum entre alguns hobbystas. Antropomorfismo é a ação de passar aos animais (no nosso caso) valores humanos, quer um exemplo disso? Achar que o peixe está “feliz”, “triste” ou “bravo”.
Aplicando a questão do antropomorfismo ao artigo, é comum dizer que o peixe é “bravo” e por isso sempre bate nos outros peixes. Na verdade não é bem assim, se o peixe está agredindo outros ele tem um motivo por trás disso e está agindo pelo seu instinto natural. Um exemplo típico seria na hora da reprodução: primeiro o macho se torna agressivo com outros de sua espécie (ou de formato semelhante) porque tem a necessidade fisiológica de passar seus genes para frente e gerar descendentes. Como ele vai fazer isso se tiver outro macho por perto que possa acasalar com a fêmea? Neste caso ele fará de tudo para evitar a concorrência e tentará afugentar o outro macho.



Macho de Apistogramma agassizii enfrentando o próprio reflexo

Pensando um pouco mais a frente: Ele já se acasalou com a fêmea e agora será agressivo com todos os peixes ao redor – não só machos da mesma espécie – e ele fará isso para poder defender sua futura cria e garantir sua herança genética novamente.



Casal de Apistogramma cacatuoides defendendo local da desova






Fêmea de Apistogramma bitaeniata cuidando dos ovos durante a noite




Macho de Pelvicachromis pulcher (Kribensis) guardando a toca com ovos



Por último a cria nasceu e já começa a nadar pelo aquário, enquanto os filhotes não tiverem um tamanho razoável os pais irão defender a cria de todas as maneiras possíveis provocando um grande estresse em todos os outros habitantes.




Fêmea de Apistogramma bitaeniata cuidando dos filhotes - note a coloração amarela que ela apresenta quando nesta fase.




Fêmea de Apistogramma agassizii em época de reprodução


No final das contas podemos observar que o peixe não ficou “bravo” porque quis e sim que se tornou mais agressivo devido ao seu instinto de reproduzir e passar os genes para frente. Justamente por casos assim eu não costumo recomendar casais de peixes que praticam o cuidado parental (maioria dos ciclídeos) em aquários comunitários.
Agora que você já leu este artigo e já está mais informado sobre quais espécies dão bons cardumes e quais são mais agressivas e devem ser evitadas ou então introduzidas no aquário com suas devidas ressalvas está na hora de colocar em prática o conhecimento adquirido!
(por
Cinthia Emerich, aquascaping.com)

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